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segunda-feira, 20 de maio de 2013

DOENÇAS POR ESFORÇO REPETITIVO SÃO DETECTADAS TARDE DEMAIS


"As categorias profissionais que mais apresentam as doenças ocupacionais são: digitadores, secretárias, bancários, operadores de linha de montagem, operadores de call center e telemarketing. O trabalho moderno é apontado como a principal causa das doenças ocupacionais"






O problema de incidência das lesões de origem ocupacional constitui um fenômeno universal de grandes proporções e em constante crescimento.


As doenças ocupacionais ocorrem da exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolvem. As lesões são causadas pelo desempenho de atividade repetitiva e contínua, tais como dirigir, fazer trabalhos manuais, tocar piano, digitar, etc. As causas das doenças ocupacionais podem ser, entre outras: por movimentos repetitivos; carga excessiva e situações de estresse elevado e continuado. As LER/DORT são responsáveis pela alteração das estruturas osteomusculares, como tendões, articulações, músculos e nervos.







As doenças mais comuns são:

L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo), também conhecida por L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo) e por D.O.R.T. (Distúrbio osteomuscular Relacionado ao Trabalho);

Tendinite: inflamação de tendão que por meio do excesso de repetições de um mesmo movimento;

- Tenossinovite: surge do atrito excessivo do tendão que liga o músculo ao osso.







Existe ainda, os casos de bronquite, geradas por substâncias químicas, doenças do sistema respiratório e da pele, como silicose (causada pela inalação de finas partículas de sílica cristalina e caracterizada por inflamação e cicatrização em forma de lesões nodulares nos lóbulos superiores do pulmão), asbestose (é uma formação extensa de tecido cicatricial nos pulmões causada pela aspiração do pó de amianto), dermatite de contato, câncer de pele ocupacional. Os agentes agressores podem ser físicos, químicos e biológicos.

As categorias profissionais que mais apresentam as doenças ocupacionais são: digitadores, secretárias, bancários, operadores de linha de montagem, operadores de call center e telemarketing. O trabalho moderno é apontado como a principal causa das doenças ocupacionais.

Todos devem aprender a identificar os sinais do próprio corpo para perceber o início de qualquer desconforto, procurando assim adaptar as técnicas da *ergonomia ao seu local de trabalho. As LER/DORT instalam-se lentamente no organismo humano e ao serem detectadas, pode existir um severo comprometimento das áreas afetadas.



Fisioterapia do trabalho

A fisioterapia do trabalho é uma área da fisioterapia que atua na prevenção, resgate e manutenção da saúde do trabalhador, abordando diversos aspectos como ergonomia, biomecânica, atividade física laboral e a recuperação de queixas ou desconforto físicos. Tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do trabalhador, evitando a manifestação das queixas e doenças dos músculos e esqueleto de origem ocupacional ou não, gerando aumento do bem-estar, desempenho e produtividade.

Compete ao fisioterapeuta do trabalho avaliar, prevenir e tratar lesões decorrentes das atividades do trabalho. A fisioterapia preventiva é uma grande aliada na prevenção do aparecimento da DORT.

A ginástica laboral quando associada a programas de ergonomia tem apresentado ótimos resultados na prevenção das doenças ocupacionais, reduzindo absenteísmo, rotatividade e queixas dolorosas. O fisioterapeuta é um profissional apto a realizar o programa de ginástica laboral e análise ergonômica nas empresas.
*Estudo das relações entre o homem e a máquina, visando melhorar as condições de trabalho e o consequente aumento da produtividade. 


Fonte iDicionário Aulete
Fonte: http://www.fisioterapeutasplugadas.com.br/fisiotrab.asp

Um comentário:

  1. Ubiratan Rosa Passos20 de maio de 2013 23:46

    Muito bom, Cida.
    Atrevo-me a acrescentar que alguns distúrbios, físicos ou psíquicos, são provocados pelo stress emocional que incide em profissionais de várias áreas, como alguns daquele que você mencionou, e também médicos e os demais profissionais de saúde e que, infelizmente, não entram nessa estatística.

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