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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PROCURO UMA COMPANHIA QUE ME PROCURE

"Às vezes, diante de tanta possibilidade do que assistir, eu não sei por onde começar. Se vejo um dos milhares de filmes disponíveis, a tal série comentada. Ainda, falta-me tempo e olhos para acompanhar todas as novas produções e revisar as antigas. Por isso, eu procuro uma companhia que saiba contar histórias. Não quero Shakespeare, nem Machado de Assis, preciso de alguém que não se importe com escolas literárias, apenas, somente, conte o que lhe aconteceu, o que poderia ter acontecido, em troca prometo ser um assíduo expectador.

Procuro uma companhia que saiba sentir a vida. Que veja as coisas mais supérfluas, o mais fútil do ambiente e aponte. Eu preciso de ajuda para reconhecer novas bobagens. Tenho tédio das bobagens repetitivas que invento, ter outra mão para guiar minha cabeça pelo mundo dos bobos. Disso, nós retiraremos as mais profundas revelações brincando. Sentir a vida, segundo meus pensamentos, é voltar a brincar quando as outras crianças cresceram.
Procuro uma companhia que tenha problemas. Que saiba admitir não estar bem e peça um pouco do meu silêncio, me chame para ajudá-la nessas tarefas emperradas do dia. Eu irei, mesmo sem saber tanto, sendo especialista de nada, estarei lá. Vivendo o problema como se fosse meu, ao ver a solução, eu terei um prêmio mais bonito que as medalhas olímpicas; participar da vitória de alguém.
Procuro uma companhia que me deixe estar apaixonado. Não enxergue meu sentimento como se fosse uma doença, não é um convite a cadeia, a uma prisão eterna enquanto dura. Eu fujo desse massacre. Apenas paixão, vontade de ver, de ouvir, de receber respostas e perguntas. Tenho em mente que ninguém é minha propriedade, pois o que eu procuro é uma companhia. Que saiba, também, treinar beijos e toques. É difícil algum sair pronto. E se sair, que permaneça o treinamento, por que parar o que estar evoluindo?
E tenha erros gramaticais, falsos fatos históricos, desconhecimentos necessários. Inteligência não reside nos dados, mas na capacidade de saber que pouco sabe. Não me encantam os doutorados, embora eu os aplauda, prefiro a dissertação sem referências da ABNT, dita com a boca suja de coisas de uma lanchonete.
Procuro uma companhia disposta a fazer feliz a si mesma. Não tenho a pretensão de ser  luz de uma vida. Que tenha amigos, amigas, que saiba passear e conhecer novas pessoas. E ao voltar, no reencontro, olhe para mim como um papel em branco e escreva suas inéditas histórias.
Não tenho ânimo para caçar. Andar por aí, com as armas da conquista carregadas, mirando belos alvos na noite. Já tentei e minha pontaria é péssima. Aceitei minha habilidade de não ser caçador feroz atrás de presas. Ao invés de uma caça cheia de estratégias de guerra, eu prefiro uma coincidência de buscas para que haja encontro.
Porque, no fim, só vale a pena procurar uma companhia que me procure."
Escrito por:

Paraense, estudante de Letras e lutador de artes palavriais se existir esta luta. Quer ser autor de pelo menos um livro legal e professor. De crônicas esportivas a poesia sob encomenda, redator ao seu dispor, escreve até suar as sobrancelhas.
Extraído de: http://www.contioutra.com/procuro-uma-companhia-que-me-procure/#ixzz3uW44ea1c

domingo, 29 de novembro de 2015

A OUTRA MULHER QUE HABITA EM MIM



A outra mulher que habita em mim não se faz de sonsa nem de rogada.  Não é santa nem safada. Ela tem atitude. Ela é corajosa. É audaciosa, destemida e sabe o que quer.

A outra mulher que habita em mim tem sonhos grandiosos e luta por eles. Dá o sangue, rasga a carne, não larga o osso.

A outra mulher que habita em mim não tem cabelos loiros ou  pele morena, sequer olhos azuis,  à força veste manequim 40  e mas  o  bundão  insiste em ser 44.   Não é um mulherão  mas pensa que é. Ela sabe e gosta disso. E  para quem pensa o contrário, não está nem aí.

A outra mulher que habita em mim está certa de  que se não for à guerra não terá os louros da vitória. E ela empunha a espada como ninguém e não baixa a guarda porque recuar não faz parte dos seus planos. Recuar nem para tomar impulso.

A outra mulher que habita em mim quer viver grandes sonhos e grandes amores e sabe que para isso terá que tirar as vestes de mulher nanificada  e se lançar num mundo de não faz de conta. A realidade é dura.

A outra mulher que habita não que ter cicatrizes e nem feridas mas espera que se tiver que tê-las tenha alguém por perto para ajudar amenizar a dor.

A outra mulher que habita em mim é contraditória e possessiva e sem saber como nem porque, acorda no meio da noite e faz valer os seus direitos de eleita, interrogando  sem dó o indigitado, querendo saber porque ele só não fala com ela, achando tudo muito estranho.  Sem esperar a resposta a outra mulher que habita em mim volta a dormir o sono dos justos e pode no dia seguinte, rir com gosto do ocorrido, porque não era ela, mas era eu quem estava nela.

A outra mulher que habita em mim resolveu falar não para pessoas às quais sempre falou sim e falou sim para  pessoas que sempre ouviram de si um não.

A outra mulher que habita em mim é revolucionária  e está tocando a vida conforme seus desejos e dançando conforme a música.

A outra mulher que vive em mim não trabalha porque não quer. Não tem servos nem senhores, não dita regras e não quer acatar nenhuma.

A outra mulher que habita em mim é mulher de fases, de vontades e de desejos. Ora quer  ora não quer, ora sonha ora ri, ora senta e chora.

A outra mulher que habita em mim não  mendiga  atenção, favores, amizades e amores.

A outra mulher que habita em mim encontrou o espaço vazio e se instalou.  Encontrou abrigo e se adonou.


Acho que nunca mais vou deixá-la partir... Já gosto dessa mulher.


PORQUE AS PESSOAS LÊEM AS COLUNAS DOS JORNAIS



Sabe por que as pessoas lêem as colunas dos jornais? Porque são pequenas e simples, como tudo deveria ser.

As coisas grandes trazem muita responsabilidade. O que é médio não dá a segurança de se estar fazendo algo pra guardar ou cultivar pra sempre. Mas as pequenas incomodam. Só estão ali para lembrar que são responsabilidade sua.  Se não der a elas atenção, elas vão continuar ali, apontando, incomodando.

Você pode mudar tudo que não tem importância e nem precisa estar por perto.  Contudo as coisas que realmente valem à pena lhe tomarão muito tempo, atenção e cuidado.

Aí você percebe que esse tempo é opcional, mas você o gasta naquilo porque não quer deixar que a melhor fase da sua vida passe (e ela não passa se você entregar todo tempo).

Só que se se dedicar demais a alguma coisa é o mesmo que viver com medo do que vai decidir. Aí uma hora você decide errado e perde a única coisa que você sabe que não pode perder...

Será que quando você perder ou se perder não é um sinal  de que só você achava aquilo importante, ou será que você também era tão importante que num podia errar e estragar os planos?

O correto é não fazer planos. É esperar a surpresa. Mas quem disse isso não sabia o quanto incomoda a falta, ou não sabia que distância não faz bem pra ninguém...

A solução?

Acho que não tem. É só ver as coisas acontecerem diferente.


Das suas opções de hoje o seu futuro depende. Aquela criança que vai correr na sua sala não terá os olhos grandes que você imaginou. No entanto você vai acordar e dormir suprindo nela a necessidade de quando você não sabia fazer escolhas...

E você ainda corre o risco de nem ter crianças na sua sala.

Terá uma sala?





quarta-feira, 4 de março de 2015

TEMPO CERTO

Nunca fui paciente. Quando quero, costumo querer logo. 

A minha paciência é limitada e o meu interesse precisa de ser acalentado. Quero tudo. Agora. E já.

Não era paciente. Nunca soube esperar. Sempre corri pelos dias sem dar muito tempo para a vida decidir por mim. 

Sempre fui de decisões rápidas e, nem sempre, refletidas. Sempre fugi ao primeiro sinal de impaciência. Ou dependência.

Depois a vida mostrou-me que não é preciso correr. Que se pode esperar. Que o que vem depressa, se esvai num ápice de um instante. Que o que se constrói lentamente, tem bases para perdurar. Que se aprende. Que se conhece. Que se recebe e se dá. Que se saboreiam melhor momentos. Que atrás de momentos se criam histórias. Que as histórias podem fazer-nos sorrir. Que um sorriso sincero nos dá estabilidade e que um abraço na hora certa nos recoloca a alma no lugar.

Hoje, gosto de pensar que se ainda não veio é porque algo melhor me aguarda. 
Que o tempo lá de cima - pare ele onde parar - não é igual ao tempo do meu relógio. Que não fico apenas recostada à espera que passe, mas não preciso de perder o fôlego a correr atrás.

Que tudo aparece no tempo certo quando não nos esquecemos de deixar o errado partir.

- Rita Leston -









quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O QUE EU QUERO PRA NÓS?

Paz e amor é o que eu quero pra nós!







RECEITA DE ANO NOVO




Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)...



Para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).


Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.



Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.


É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.





quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

MENTIRA... GERME QUE CORROMPE OS LAÇOS


Seus efeitos geram desconfianças e má fama
 

















A maior dificuldade para aquele que mente é contar sempre a mesma história a fim de não cair em contradição.
Embora não devesse ser comum, a atitude de esconder ou distorcer uma verdade acontece nos negócios, na política e, infelizmente, muitas vezes, também, entre pessoas cujo compromisso deveria estar fundamentado na transparência e na verdade. Muitos podem ser os motivos que levam alguém a usar da mentira como justificativa. Por mais inocente que esta possa aparentar, aquele que faz uso dela sabe perfeitamente sobre seus efeitos colaterais quando descobertos. Quase sempre, as consequências poderão ser maiores do que se imagina, gerando desconfiança e má fama.
Como todo vício, o ato de mentir se torna cada vez mais presente na vida daqueles que mal conseguem contar um fato sem acrescentar ou distorcer os detalhes sobre os acontecimentos. A pessoa se sente impelida a mentir até nos assuntos mais corriqueiros, e não faltará um acréscimo falso em seus argumentos.
Na verdade, a intenção de quem traz esse mau hábito está em tirar algum tipo de proveito, seja manipulando uma informação que lhe possa ser favorável, seja, simplesmente, atraindo a atenção se passando por alguém muito “antenado” e contando vantagens sobre todo tipo de assunto.
Nas conversas, acreditando tornar o assunto mais interessante ou na tentativa de ser mais convincente no relato, uma pitadinha de mentira sempre será aplicada.
Diz o ditado popular que a mentira tem pernas curtas. Noutros tempos, tal ditado até poderia ser um artifício para alguém que se sentisse seduzido pelo desejo de “maquiar” a verdade. Certamente, essas palavras tinham a intenção de evitar a popularidade da mentira. Mas quem de nós já não lançou mão de uma falsa verdade?
Se, hoje, isso não acontece mais, podemos nos lembrar do tempo de criança, quando, para evitar as consequências de uma travessura, já usávamos da pouca capacidade infantil para manipular a verdade.
À medida que fomos crescendo, esses artifícios de convencimento, ou seja, a mentira, potencializaram-se por várias ocasiões e foram adquirindo sinônimos, como “mentirinha santa”, “meia verdade”, “mentir por uma boa causa”, entre outros… E a maior dificuldade para aquele que mente é contar sempre a mesma história a fim de não cair em contradição quando questionado.
Percebemos que a credibilidade de determinado político não é alta, porque seus eleitores pouco a pouco foram se decepcionando com suas mentiras e dissimulações.
Seja entre amigos, namorados ou casais precisamos sempre trabalhar pela manutenção da verdade, pois os mesmos efeitos maléficos desse vício também podem acontecer dentro desses relacionamentos.
Para aquele que é habituado a incrementar ou distorcer um fato, a melhor prática de se corrigir será a de limitar-se apenas a comentar o essencial sobre o assunto; sem procurar ser o mais bem informado, o privilegiado ou favorecer-se de qualquer tipo de vantagem, a partir desse tipo de manipulação [da verdade].
Não há nada que seja feito às escondidas que não será revelado na luz. Aquele que procura distorcer uma verdade, alega quase sempre que os fins justificam os meios. Contudo, o grande problema da mentira está na decepção causada naquele que depositava franca confiança no mentiroso; e tudo aquilo que poderia ser de mais sagrado num relacionamento se rompe quando a verdade deixa de ser importante entre as pessoas.
Precisamos estar atentos para que o costume de trair a verdade não venha a se aninhar em nossos comportamentos.






terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CAMINHOS


DEZEMBRO

Dezembro é um mês caótico.

Chuvas intensas, o trânsito nas cidades grandes fica infernal e os supermercados e shoppings estão sempre lotados.

Apesar disso, este é um mês que tem lá a sua poesia.

Dezembro é sinônimo de reflexão.

É quando chega aquele momento em que todo mundo, cada um a sua maneira, faz um balanço do que passou e projeta boas coisas para um novo ciclo.

Dezembro é um incubador de sonhos e projetos.

Pensando nisso, já que estamos em pleno mês de



Permita-se curtir um guarda-chuva ou um protetor solar...
Aproveite o trânsito lento para ler um bom livro enquanto espera a fila andar...
Não deixe-se levar pelo consumismo exagerado que mascara o verdadeiro sentido do Natal...
Estreite os laços familiares ao redor da mesa de jantar com uma boa macarronada ou uma linda e colorida salada...
Faça seus próprios cartões de Natal e os envie para aqueles seus amigos que não vê há muito tempo...
Crie, invente, reinvente o dezembro...

Ele vai passar...

Logo, logo, chega 2014 e então você vai perceber que você teve o dezembro todo para aproveitar e ficou apostando tudo para 2014.

.................... º....................




Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
- flor do cotidiano -
é vôo de um pássaro
é uma canção.
                     (Dezembro de 1968) Carlos Drumond de Andrade




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O ESSENCIAL




Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui pra frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial.

Ricardo Gondim








"Porque tu, Senhor, és o meu refúgio." (Salmo 91:9a)






segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ESCRITO POR REGINA BRETT AOS 90 ANOS DE IDADE



Para celebrar o seu envelhecimento a autora, certo dia  escreveu as 45 lições que a vida ensinou a ela. É a coluna mais solicitada que ela já escreveu. 





1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonita ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você...
26. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.




domingo, 1 de dezembro de 2013

ENFERMEIRA REVELA OS 5 MAIORES ARREPENDIMENTOS DAS PESSOAS EM SEUS LEITOS DE MORTE


stihl-deathbed-scene[1]
Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.
Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.
Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.
É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.
Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.
3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.
Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.
4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvido em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escapar nos últimos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.
É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.
5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.
A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.
Tradução por: Blog Dancing With De.

Bronnie Ware
Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem. 



domingo, 24 de novembro de 2013

MARAVILHOSAS EXPERIÊNCIAS


Alegremente me apresso a encontrar com as maravilhosas experiências de vida que estão vindo para mim.




sábado, 23 de novembro de 2013

TIRE O PÓ... SE PRECISAR.

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
…as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó… se precisar…

Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó… se precisar…

mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”
Foto: Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
…as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó… se precisar…

Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó… se precisar…

mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”

(Autor desconhecido )

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

SER FELIZ É PARA HOJE.

Amanhã é muito tempo pra mim. 

Ser feliz é para hoje, antes que eu me esqueça.




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O QUE É A VIDA??? Resposta por Albert Einstein




“A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.” 


(Albert Einsten)



terça-feira, 21 de maio de 2013

"SOBRE MENINOS E CISNES" - de Lígia Moreira Sena


Li esse artigo hoje e fiz questão de compartilhar. Você também poderá lê-lo no link http://revistacrescer.globo.com/Blogueiros-convidados-de-maio/noticia/2013/05/sobre-meninos-e-cisnes.html.


Achei o texto altamente instrutivo para todos os pais. Vale à pena conferir.




"Sobre meninos e cisnes

Por Ligia Moreiras Sena, do blog Cientista Que Virou Mãe - atualizada em 21/05/2013 10h10


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criancas_correndo (Foto: Shutterstock)
Menino era aquele bebê risonho e simpático que se interessava por todo tipo de estímulo. Da borboleta voando ao redor da lâmpada à buzina dos carros, tudo despertava sua curiosidade. De olhos vívidos, atentos ao menor sinal de movimento e atividade, Menino amava a natureza e os animais. Logo estreou, sem o auxílio de ninguém e sem ensaios, seus primeiros passos, substituindo a fase do engatinhar por passos seguros e firmes. Caía inúmeras vezes e levantava-se de todas como se nada fosse, pronto que estava para explorar o mundo, esse mundo fantástico que o encantava. Rápido aprendeu a falar. Logo transformou movimentos descoordenados em firmeza muscular e precisão de movimentos, para desespero de sua mãe que, muito antes que o esperado, precisava correr para tirá-lo de um parapeito ou de cima da mesa da cozinha ensaiando um emocionante voo em direção a uma cara esfolada no chão.

Menino prodígio. Menino precoce. Menino de ouro. Orgulho de toda a família, interessado e curioso por quase tudo. Não tudo. Coisinhas entediantes e monótonas? Não eram com ele. Seu desinteresse logo transformava-se em correria, reclamações e muito choro. A agitação o encantava, a intensidade era sua marca. Menino era demais! Mas, embora desse alegrias e orgulhos sem fim, consumia toda a energia da família. Era a alegria da casa. Mas também sua falta de sossego...

Então, Menino foi para a escola pela primeira vez. A família precisava de um descanso, estavam todos esgotados...

Pouco tempo depois, o primeiro convite: “Caros pais, esperamos vocês para uma conversa na próxima quarta-feira. Gostaríamos de conversar sobre Menino”.

O que teria havido?

No dia e hora marcados, estava lá a mãe, toda preocupação. A professora, então, perguntou a ela se tudo estava correndo bem em casa, com Menino. Se havia algo fora do normal, um problema conjugal, a chegada de um irmão, ou outra questão. A mãe se surpreendeu: nada estava acontecendo fora da rotina. Muito apreensiva, a professora apontou para uma mesa onde espalhavam-se muitos desenhos infantis. Árvores verdes, de troncos marrons, em cujas copas surgia o vermelho de uma maçã. Bucolismo, doçura, meiguice, padrão. E, no meio das árvores de frondosas copas e maçãs vermelhas, um cachorro com o que um dia havia sido um gato na boca. Enquanto todas as crianças haviam desenhado as mesmas coisas por orientação dela, Menino desenhara um cão com um gato arrebentado na boca. A professora estava realmente preocupada. Suspeitava de um problema doméstico. A mãe não viu nisso grandes problemas, afinal, entendia o contexto: no dia anterior, Menino havia salvado o gato da vizinha do ataque de Fedorento, seu cachorro. Muito orgulhoso, apareceu na sala com o gato todo estropiado mas ainda vivo, contando esfuziante sua proeza salvadora dos animais. Mas a professora insistiu: “Tem certeza, mãe, que nada diferente está havendo? Porque há uma diferença gritante entre o comportamento de Menino e as demais crianças da turma...”. A mãe disse que não, que estava tudo bem. “Mas observe, mãe. Esteja atenta aos sinais que podem se transformar em comportamentos mais graves no futuro”.

Findada a conversa, foi a mãe embora para casa. Mas não foi sozinha. Foi ela e a pulga. Aquela.

Chegou em casa e foi logo perguntando por Menino. Chamou uma, chamou duas, chamou três vezes. Nada de Menino aparecer. Preocupada, chamou a vizinha para ver se ele estava por ali com as demais crianças. “Não, Menino não está aqui não. Estão todos jogando videogame ali na sala, menos Menino”. E eis que surge Menino: imundo, suado e com um ferimento gigantesco no joelho. Onde ele estava? Correndo na rua com Fedorento. “Estou te chamando há horas! Olha só como você está! Porque raios você não pode ser como todo mundo, Menino?!”.

Naquela noite, a mãe não dormiu... A pulga não deixou. Seria Menino uma criança diferente das demais?

A escola ainda chamou mais duas vezes a família para conversar. Menino não parecia se enquadrar à turma, aos hábitos, à escola. “Não se interessa pelas atividades propostas. Seus desenhos e sua linguagem são atípicos. Nosso psicopedagogo detectou um déficit de desenvolvimento, talvez relacionado à sua hiperatividade. Sugerimos, então, uma abordagem medicamentosa como forma de contornar sua dificuldade natural. Família nenhuma quer expor um filho a dificuldades graves futuras, não é mesmo?”.

E foi assim que o Menino prodígio, o Menino precoce, deixou para trás sua história como o filho pródigo para ser... o Menino problema. O Menino hiperativo.

A partir de então, Menino passou a ouvir repetidas vezes sua mãe e pai falando aos outros que ele era assim porque era hiperativo. Seus pais eram tudo que ele mais admirava na vida. Se eles falavam que ele era hiperativo, então é porque ele era hiperativo. Isso afetou sua autoestima, sua segurança, sua desenvoltura. Ele se sabia doente... Foi quando as coisas em sua vida começaram a mudar.

A mãe confiava na escola. A escola detinha anos de experiência. A mãe confiou no diagnóstico dado ali. Natural: uma mãe quer o melhor para seu filho. Uma mãe não quer que seu filho sofra. E ao ouvir a frase: “Família nenhuma quer expor um filho a dificuldades graves futuras” havia sido acionado aquele botão mágico de manipulação materna: a culpa.

A mãe não sabia... mas Menino não estava só. Antigamente, apenas entre 2 e 5% das crianças em idade escolar eram diagnosticadas como hiperativas. Hoje, esse valor está chegando a 30%. Uma prevalência dessa é maior que muitas doenças sérias, como a asma, a bronquite e até mesmo o câncer. Mas será mesmo que todos esses meninos e meninas diagnosticados possuem essa doença? Ou será que está havendo uma epidemia de diagnóstico, englobando inclusive o sadio como doença por incapacidade da escola de lidar com as diferenças?

A mãe não sabia... mas o que a escola estava fazendo não podia ser feito. Se a hiperatividade é uma condição neurobiológica dos domínios da psiquiatria, um diretor não pode diagnosticá-la. Um professor também não. Mesmo quando diagnosticado por um médico psiquiatra, é preciso cautela em aceitá-lo, porque existem profissionais de todos os tipos. E, no entanto, mais da metade das crianças diagnosticadas como hiperativas recebem o primeiro diagnóstico exatamente na escola.

O nome disso: medicalização da educação. É quando a inabilidade da escola de lidar com diferentes personalidades é interpretada como um problema de saúde mental. Afinal de contas, é muito mais fácil culpar a criança do que reformular a prática de ensino.

Um grupo importante de pesquisadoras da Unicamp relatou exatamente o que anda acontecendo em muitos outros lugares. Uma professora da primeira série de uma escola em Campinas, interior de São Paulo, chegou a encaminhar 10 crianças de uma classe com total de 31 alunos para serem avaliadas por profissionais do Serviço de Saúde Mental. Eu não sei para você, mas a mim faz muito mais sentido que essa professora não estivesse preparada para lidar com as diferenças dos alunos do que achar que quase metade da turma possuísse um transtorno psiquiátrico. Hiperatividade não se dá como gripe, que atinge todo mundo por infecção. A chance de que Menino, cheio de vida e absolutamente normal, fosse um desses 10 é grande...

Professores não são os vilões que fazem centenas de maus diagnósticos de caso pensado. Eles vêm sofrendo com décadas de desvalorização profissional e de rebaixamento hierárquico. A prática pedagógica tem sido vista como “inferior” há muito tempo. Ao se considerar capaz de oferecer diagnósticos que somente um profissional médico pode fazer, isso confere um aparente aumento de status. Mas o que acontece é exatamente o contrário: a depreciação ainda maior da educação em detrimento de outra área. A escola, aquele lugar onde se aprenderia, onde experiências incríveis seriam vividas, onde o brincar daria o tom da aprendizagem, transformou-se em rotulador e identificador de doenças, pautado pela identificação de distúrbios de aprendizagem. A epidemia de diagnósticos de hiperatividade que todos já sabemos que existe é extremamente prejudicial à nossa infância. Não somente aos meninos e meninas absolutamente saudáveis que estão sendo rotulados. Mas também àqueles que, de fato, apresentam reais problemas de aprendizagem. Afinal de contas, a atenção e o cuidado que deveria ser dada a essa criança passa a ser dividida entre centenas de crianças que não precisam.

Mãe e pai de Menino viveram muita angústia após o diagnóstico. A mãe chegou a dividir sua angústia em grupos maternos virtuais e lá encontrou diferentes opiniões. Havia quem a incentivasse a medicá-lo, dizendo que o mesmo tinha acontecido com seu filho e que a medicação havia melhorado tudo, um “santo remédio; agora ele aprende, se mantém sentado e todos têm paz”. Havia o depoimento da mãe que medicara seu filho, mas que desistira em função dos efeitos colaterais que havia observado, que tiraram dele sua característica natural e seu brilho no olhar. E havia quem sugerisse que nada de errado havia com Menino, que ouvi-lo era uma boa, que avaliar criticamente o método da escola era uma boa, que manter o diagnóstico como dúvida e não como verdade era uma boa, e que reformular sua rotina em casa era uma boa também.

Foi quando a família de Menino decidiu: não queria o diagnóstico. Decidiram tirar Menino daquela escola, que não o aceitava. Escolheram uma outra que oferecia aquilo que, de fato, tinha significado para o filho: valorização do natural, espaço para correr, professores de fato preparados para acolher as difenças. Em casa também reformularam muita coisa. Criaram mais situações em que Menino podia usar toda sua energia. Mudaram a iluminação da casa. Reduziram ruídos. Tiraram a televisão do período noturno. Cortaram os alimentos ricos em açúcar. Introduziram a música educativa no lugar da música sem sentido. Deram outro significado ao banho, como momento de descanso e relaxamento. Reduziram os estímulos visuais excessivos do quarto. Passaram a conversar mais, a fazer mais refeições juntos, a envolver Menino nas tarefas domésticas. Trocaram uma de suas três atividades extracurriculares por passeios contemplativos ao ar livre.

Não foi fácil. Não foi tranquilo. Não foi rápido. Mas foi recompensador.

Hoje, Menino é livre para continuar a ser quem sempre foi: aquela criança risonha e simpática que se interessa pela vida, de olhos cheios de um brilho radiante e cheio de energia. Sem rótulos. Sem drogas. Com orientação e envolvimento familiar, uma escola comprometida e muito, muito respeito pela pessoa que ele é. E não pela que querem que ele se torne. Afinal, ele é um cisne. Não um patinho feio.
ligia_clara_blogueira (Foto: Divulgação)

Ligia Moreiras Sena, do blog Cientista Que Virou Mãe, é mãe de Clara, 3 anos"