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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO - DICAS DO BOMBEIRO MICHEL GEORGES AMÂNCIO PARA O VERÃO


   O mar é ao mesmo tempo uma grande diversão para as crianças e uma fonte de preocupação para os pais. Os pequenos não costumam se sentir ameaçados pela imensidão do mar, nem pelas ondas gigantes que estouram em suas cabeças.
     O mar é perigoso, sim. As crianças não devem entrar sozinhas no mar mesmo quando ele parece uma piscina. Buracos e correntezas podem pegar a criança desprevenida, mesmo as que sabem nadar e estão acostumadas com o mar.
    A correnteza pode mudar de repente. Quando a maré está enchendo, a tendência é que as ondas empurrem o banhista para a areia. Mas quando o mar está secando, a correnteza puxa para o fundo, aumentando o perigo de afogamento.
    O lema que os Guarda-Vidas do Corpo de Bombeiros repassam aos banhistas é "Água no Umbigo Sinal de Perigo". Isso quer dizer que, se não abusarmos da profundidade da água, por mais bonita que seja a praia, "podemos evitar afogamentos não só das crianças como dos adultos que não sabem nadar".
Infelizmente, apesar de todo o trabalho dos Guarda-Vidas e as sinalizações nas praias, o número de crianças afogadas no verão é enorme em todo o litoral brasileiro.
   As placas servem para prevenir as pessoas dos locais mais seguros que podem se banhar, pois sinalizam onde há perigo. Poucas pessoas respeitam e se preocupam com essa sinalização. Muito pelo contrário, as utilizam como ponto de encontro para "entrar no mar", para pendurar toalhas, deixar chinelos.
    Para os menores, a solução é colocar uma piscininha com água perto de onde você está e, de preferência, embaixo do guarda-sol. 
   Já as crianças que fazem questão de entrar no mar devem estar sempre acompanhadas dos pais. Mesmo quando estiverem brincando na beira d'água os pais precisam ficar por perto. 
   Alguns pais vão às barracas para pegar bebidas e deixam as crianças sozinhas.  Ondas podem chegar de repente e derrubá-las ou até leva-las para o fundo.  Na orla da Baixada Santista e praias adjacentes, por exemplo, os Bombeiros distribuem "folders" com dicas explicativas para todos os banhistas e "pulseiras coloridas" para serem colocadas nos braços dos pequenos com dados dos responsáveis, tais como telefone para contato e endereço da casa de veraneio onde se encontram. Infelizmente, muitas vezes essas pulseiras são mal utilizadas pelos adultos, que delas se aproveitam para "trocar telefones" ou utilizam delas como papel ou pior, pegam várias pulseiras e colocam nos braços das crianças como "brinquedo" e não colocam nenhum dado para a identificação caso as crianças se percam.
  Mas lembrem-se: não só as crianças correm riscos. Adolescentes e adultos também estão nas estatísticas de afogamento em todo Brasil. Por descuido ou excesso de ingestão de bebidas alcoólicas e insistência em querer entrar no mar mesmo assim, muitas vidas são perdidas.
 REFLITA: muito mais importante que se divertir é poder voltar para casa "com toda família e os amigos" depois de um longo feriado ou férias. 
                          
Michel Georges Amâncio
2º Sargento PM do Corpo de Bombeiros

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